A força do verde-amarelo

As Olimpíadas de Tóquio tiveram outro sabor. Tiveram um gostinho de alma lavada para os brasileiros. Como quem precisa de um respiro no leito de hospital, nossos jovens atletas, diante de um panorama tão devastador, realizaram feitos inéditos justamente na competição mais difícil de todos os tempos, treinando de máscara, sendo testados todos os dias e sem poder abraçar aqueles que amam.

Esta geração de brasileiros bateu recordes. Foi a melhor posição da história do país nos Jogos Olímpicos. Os recordes de ouros e de medalhas levaram o Brasil ao 12º lugar no quadro de classificação das Olimpíadas 2020. Geração esta que mostrou que é nas adversidades que se forjam os heróis.

Mostramos a nossa capacidade de driblar os perigos da mente, o medo de um futuro incerto, o trauma das perdas pessoais. Mostramos o que é amor à diversidade e que o verdadeiro espírito desportivo existe no coração e não na medalha. “Mesmo que eu não ganhasse nada, já teria realizado meu sonho de estar aqui”, declarou Rebeca Andrade, nossa ginasta recordista. Somos um povo inspirador!

Tivemos a oportunidade de conhecer fabulosas histórias de superação e de vibrar com elas. Histórias que poderiam ter saído de um livro, mas que são da mais dolorida vida real. Histórias que não aconteceriam se seus protagonistas tivessem deixado de ouvir a voz do coração. “Eu não sou o mais alto, nem o mais forte, nem o mais talentoso. Mas eu trabalhei duro. E agora estou aqui, realizando o meu sonho”, disse com lágrimas nos olhos Bruno Fratus, o terceiro homem mais rápido do mundo dentro d’água. Acreditar em si mesmo, apesar do que os outros dizem. Essa foi a lição!

Há cinco anos atrás, o técnico da seleção feminina de vôlei, Zé Roberto Guimarães, chorava no banco do Maracanãzinho após a eliminação em casa nas quartas de final contra a China. Seu neto, Felipe, entrou em quadra para lhe consolar. Pela primeira vez em 12 anos, o Brasil ficara sem medalha nos Jogos. O menino de cinco anos ouviu uma promessa: o avô lhe disse que o time treinaria mais e voltaria à vitória. O técnico reconstruiu o time. A seleção feminina chegou a Tóquio com somente três atletas do time que esteve no Rio: Fernanda Garay, Gabi e Natália. E foi este novo grupo que levou o Brasil ao pódio no último domingo. Aliás, quando tinha apenas 14 anos, Gabi tentou entrar para o time do Minas Tênis Clube, mas foi rejeitada por ser considerada baixa demais. Hoje, aos 27 anos, ela é vice campeã olímpica e jogadora do gigante VakifBank, na Europa, umas das maiores equipes do voleibol mundial. O lema é: nunca desista de um sonho! E como bons brasileiros, nossos atletas não desistiram!

“Em sete bilhões de pessoas que existem no mundo, os que foram segundo, terceiro e quarto, estão na frente de bilhões. Acho que é uma história importante que podemos escrever aqui e temos que pensar nisso. Às vezes tem aquela coisa do cachorro vira-lata, de olhar para o quintal do vizinho e ver a grama mais verde que o nossa. O brasileiro é muito bom. Em todas as modalidades. A gente corre muito, se esforça muito. Temos que valorizar a nossa gente, os nossos atletas, nosso país.”, disse o técnico Zé Roberto em tom de incentivo às suas meninas acostumadas a troféus.

Tivemos a oportunidade de mostrar que não somos apenas um povo lindo, mas também um povo de espírito forte, raçudo e talentoso, que tem bravura para enfrentar tempos sombrios e a humildade dos grandes guerreiros.

Nem mesmo a pandemia os parou, nem mesmo o medo de não sobreviverem à Covid os deteve. Continuaram dando duro, em seus isolamentos, aguardando a hora do show. Determinação para superar os obstáculos e usar os tropeços como trampolim rumo ao destino que está reservado para nós. É a vida nos ensinando que tudo acontece exatamente como tem que acontecer. Escrevendo a nossa história, diariamente.

Quatro meses antes de ir para Tóquio, Daniel Cargnin contraiu coronavírus e ficou fora do Mundial de judô, em Budapeste. Ele acreditou que, pela ausência no mundial, não seria convocado para as Olimpíadas. Além disso, o judoca se machucou três vezes nesse período e por um instante acreditou que o sonho olímpico tinha ido por água abaixo. “Confesso que cheguei a pensar: ‘Não está dando certo’. Ainda assim, continuei treinando com firmeza. Saí da casa da minha mãe para evitar o contágio, mas disse a ela: ‘Quando passar a Olimpíada, eu volto’. Sinceramente, ainda não caiu a ficha. Queria falar para a minha mãe que valeu a pena”, desabafou emocionado o nosso medalhista de bronze na categoria meio-leve.

No esporte e na vida, fazemos jus à força da nossa raça. Um só coração. Verde, amarelo e pulsante!

Aos nossos atletas, muita saúde! Se vocês fizeram o que fizeram no meio de uma pandemia mundial, fico imaginando o que farão quando tudo isso passar. Vocês são motivo de orgulho e uma fonte de inspiração para todos nós! 💚💛🇧🇷

Nos vemos em Paris!

Meu pai, meu herói

Pai,

Um dia, talvez, você entenda os meus motivos. Talvez me perdoe por ter sido tão impaciente.

Você tinha medo, pai. E hoje te entendo. Entendo porque tenho os mesmos medos. Entendo porque amo tanto a minha filha quanto você me ama.

Mas eu pude fazer as minhas escolhas mesmo você não concordando com muitas delas. E isso não fez a gente se amar menos, não fez a gente se admirar menos.

Sei que foi difícil para você me dar asas, pai. As benditas asas… Talvez você não soubesse, mas já tinha me preparado. Preparara tão bem que eu voei para onde quis, mas sempre voltei para o ninho, para os braços aonde eu me aninho. Aonde eu me recarrego, aonde me conecto com quem eu sou.

O que eu posso dizer, pai, é que acima de tudo, você criou raízes em mim. Raízes profundas, fortes, entranhadas em terra fértil. E elas me fazem voltar. Eu sempre volto, pai. Eu sempre vou querer voltar.

Meu próprio. Que me ninava e contava estórias para eu dormir. Que me defendeu de tudo e de todos, até quando estava a quinhentos quilômetros de mim. Que sempre participou de todas as minhas conquistas. Que sempre dividiu comigo as minhas dores, os meus dissabores, os meus temores.

Te vi fazer das tripas o coração para me proporcionar o melhor. Te vi perdendo o sono ao se despedir prematuramente de sua esposa e engolindo o choro porque tinha que ser a fortaleza de suas três crianças. Te vi sendo um herói.

Tive um extraordinário exemplo de pai, você bem sabe. Tanto que escolhi um homem tão digno e tão bom quanto você para ser o pai das minhas filhas. E espero um dia saber que deixei para o mundo o mesmo legado que você deixou.

Há quem acredite que escolhemos nossos pais antes de nascermos. Se isso for verdade, então eu acertei em cheio. Jamais escolheria outro pai. Não há outro melhor.

Obrigada, pai. Por tudo e por muito!

Te amo, infinitamente.

Todo adeus de filho é prematuro…

Toda mãe de bebê com prematuridade extrema tem uma foto desta. É o nosso primeiro registro, pois aquela tradicional foto, do bebê deitado sobre o colo da mãe ainda na sala de parto, não existe para quem acabou de dar à luz uma criança que nasce praticamente dentro da incubadora.

É segurando essas mãozinhas, tão delicadas e ao mesmo tempo tão fortes, que passamos cada dia da vida dos nossos filhos em uma UTI Neonatal.

Não podemos cuidar dos nossos bebês, não podemos trocar-lhes as fraldas, não podemos dar-lhes de mamar. Tudo o que queremos é passar noites em claro ninando os nossos rebentos. Invejamos as mães que não têm tempo para tomar um banho demorado ou comer direito. Aceitaríamos facilmente a dor de um bico de peito rachado para ter o nosso filho nos braços, com saúde, na segurança da nossa casa. Aprendemos a ler os monitores de uma UTI e os termos técnicos dos exames. Vigiamos as conversas pelos cantos entre médicas e enfermeiras, para ver se pescamos no ar alguma informação que não está sendo passada para nós. Nos tornamos neuróticas. A mãe de um bebê extremamente prematuro nem de longe se parece com uma leoa defendendo a sua cria. É muito pior. É um ser de uma força incompreensível pelos seres humanos. Talvez a Mulher Maravilha tenha sido mãe de um prematuro extremo. Talvez…

E quando esse bebê é arrancado de nós, nossa alma é levada com ele. O mundo desaba, o chão se abre como um buraco negro sob os pés e vemos todos os nossos sonhos se desmanchando bem na nossa frente. Nos tornamos eternamente órfãos. E não há palavra que console um coração destruído por essa dor. Tudo o que queremos é chorar até cair em um sono profundo que nos acorde do pesadelo.

Em meu livro, escrevi:

“Ouvimos as clássicas frases “vocês poderão tentar novamente”, “muitos casais passam por isso”, “Deus sabe o que faz”… Mas não havia nada que pudesse nos confortar naquele momento. Nessas horas, o melhor é dizer com um abraço, o não-dizer que significa muito mais. Algum dia, eu poderia querer tocar nesse assunto novamente. Não hoje.”

Sintam-se abraçados, Whindersson e Maria. É tudo o que posso dizer… 💔

Não quero essa pressa

Eu não quero essa pressa que aperta no peito…

Não quero a loucura de uma locomotiva descarrilhada descompensando as emoções…

Eu quero a calmaria para pensar,
Para respirar,
Para deixar fluir…

Aos que gostam da insanidade de uma humanidade em tons de cinza, deixo-lhes o mundo de concreto.

Pronto, é todo seu!

Eu prefiro ficar aqui, em companhia do verde, de bem-te-vis, livros e cães…

Já me bastam as dores desta vida, que me são impostas sem que eu as escolha.

Em meu mundo, à medida em que eu puder escolher, sempre haverá aves que lá não gorjeiam como cá…

Com prazer, me torno inexoravelmente prisioneira dos mandos e desmandos da mãe-natureza.

Longe do caos
Da tirania dos resultados
Dos prazos para ontem
Das buzinas e do cheiro de fuligem.

Já corri demais
Já chorei demais
Agora me permito nasceres e poentes indescritíveis todos os dias…

Porque a alma precisa de calma
Diariamente.

A gente não é tão forte quanto parece…

Há momentos na vida em que tudo o que a gente quer é voltar para o ventre da mãe e ficar lá, quietinho, esperando o furacão que se formou passar.

Às vezes a gente se vê tão vulnerável e tão impotente, que não sabe como (nem se), vai dar conta.

A gente fraqueja e se lembra que não é super-herói. O medo se instala e precisamos de ajuda, e nem sempre ela aparece, pelo menos não da forma como imaginamos.

Nos perdemos muitas vezes em nossas próprias convicções e já não sabemos se este é o nosso real.

A gente não é tão forte quando parece. A gente só finge muito bem.

Mas a gente não tem outra saída. De todas as possíveis opções, desistir não é uma delas.

E quando terminamos, nos deparamos com alguém mais forte que antes. Juntamos os cacos, fazemos os remendos e continuamos. E nos tornamos quem outrora nunca pensamos ser.

A gente é ostra. Só produz pérola ostra que sofre. 🍃

Espero que você me ouça, Mãe!

Mãe,

Sinto tanta falta do teu abraço, do teu encosto. Sinto falta de sentir o cheiro de bolo no forno, do beijo no rosto. Sinto falta da sua gargalhada escancarada, do seu andar corrido, do seu jeito de contar poesias…

Ah, Mãe! Poucos foram os anos que nos deram juntas, mas o que vivemos foi intenso, forte, marcante. Vejo tanto de você em mim… Muitas coisas eu tento não repetir, porque assim como você, eu me cobro demais. E não, Mãe, se cobrar tanto assim não faz muito bem. Sei que foi toda essa autocobrança que fez você conseguir nos colocar nos trilhos e endireitar nossas atitudes. Se hoje somos retos, dignos e amorosos, foi porque tivemos uma mãe que se exigiu demais, que cobrou de si mais do que suportaria. Éramos três! Hoje eu te entendo perfeitamente, Mãe! Se eu tento dar conta de apenas uma e quase enlouqueço, imagine você com três!

Sei que você deu o seu melhor, Mãe. E sei também que você queria ter feito mais. Olha, Mãe, talvez não tenhamos tido tempo suficiente, mas eu tenho tanto orgulho de você, mas tanto! Nesta folha de papel umedecida pelas lágrimas que escorrem do meu rosto, vou escrevendo e imaginando que de onde estiver, pode sentir tudo o que eu tento lhe dizer agora… Eu queria ter dito tudo antes de você partir. Mas eu não sabia que você não voltaria daquele hospital… Eu achei que você voltaria, Mãe! Eu só queria que soubesse que você foi a minha heroína. Você é a minha referência de mulher, de mãe que sempre lutou bravamente como um leoa pelos seus filhos. Você me ensinou os seus princípios, fez eu me apaixonar pela sua arte, pela natureza e pela forma como você enxergava o mundo.

Por Deus, Mãe! Como é que você dava conta? Nem você sabia como dava, aquela rotina louca e cronometrada, onde tudo tinha que se encaixar perfeitamente. Na maternidade a conta não fecha, tem sempre uma bagunça varrida para debaixo do tapete, um almoço com a sobra da janta de ontem, uma roupa que ficou para lavar. Mas éramos crianças, Mãe, e nós não víamos nada disso. O que víamos era uma casa impecável, uma comida diariamente deliciosa e roupas sempre cheirosas e bem passadas. Para nós, a única coisa que enxergávamos era uma mãe-mulher-maravilha, que além de manter uma casa e três filhos nos trilhos, participava ativamente da nossa vida escolar, tinha tempo de fazer a janta para o marido e ainda conseguia fazer as unhas e ir para a academia. Linda, amorosa e elegante!

Oh, Mãe… Quando penso nos sonhos que teve que abrir mão para viver integralmente para a família, quando penso no que você já aguentou, no mundo que transformou à sua volta, e ainda assim, tinha tanta ternura e delicadeza para amar… Não há como não pensar em algo sobrenatural! É humanamente impossível…

Nada nessa vida superará o seu olhar, a música preferida para eu chorar no seu ombro, o carinho por entre os cabelos, a espremida de mão na testa para conferir se a febre passou. Quando criança, ainda me lembro, eu encostava o rosto no seu colo e escutava o seu coração batendo. Não existia nenhuma música que me acalmasse mais do que aquele som. 

Mas, Mãe, hoje vim aqui para lhe falar o quanto eu queria você de volta. Quanto aperto tenho no peito. Olho para os meus irmãos e vejo você. Olho para a minha filha e vejo você. Nos pequeninos gestos, numa fala, num sorriso. No olhar doce, na voz firme, no abraço apertado… Ah, o abraço! Aquele colo… Nada mãe, nada que eu tente fazer, chega perto do que você era para mim. Nada vai preencher a falta que você me faz. E eu tento, Mãe, juro que tento, não deixar a dor da sua ausência ser para sempre…

Mais um Dia das Mães sem você. Só queria te ter um pouquinho aqui comigo. Sinto que tenho ir agora, Mãe, pegar a minha filha no colo. É lá onde você está.

Para viver algo novo

Já reparou que as pessoas que mais reclamam que nada acontece em suas vidas, são as que menos tentam fazer acontecer?

Pessoas assim acreditam que Deus fará um milagre sem que necessite de uma ação.

Milagres acontecem quando há movimento, quando saímos da inércia, quando mudamos de atitude.

Você quer emagrecer, mas continua no sedentarismo.

Você quer salvar o seu casamento, mas não melhora a forma como trata a esposa ou o marido.

Você está insatisfeito com o seu emprego, mas não vai em busca de outro.

É difícil? Sim, é muito difícil! Mas é difícil para todo mundo. Você não é único privilegiado com um monte de problema para resolver.

Encare a sua realidade e lute com os recursos que você tem! Pare de dizer “se eu tivesse mais dinheiro, se eu tivesse mais saúde, se a vida fosse mais fácil…”, porque essas condições nunca vão existir se você ficar de braços cruzados. É o bom e velho quem não tem cão, caça com gato, que aprendi com a minha mãe.

Arregace as mangas e faça, todo dia, incessantemente. Te garanto que é só uma questão de tempo para que o novo aconteça.

Aí sim, Deus colocará as pessoas certas e as oportunidades que você precisa para que os seus planos se tornem reais.

Fé é acreditar que Deus proverá o necessário. Mas Ele não fará isso se você não batalhar, se não colocar a mão na massa.

E se der errado? Mude a maneira de fazer, oras!

Mas faça algo novo!

O novo de Deus não está na mesmice. Quando você fizer algo que nunca fez, vai viver algo que nunca viveu.

Ousadia e coragem – duas palavrinhas mágicas para que você vença as suas limitações.

Aos olhos do homem comum você vai parecer um louco. Mas aos olhos de Deus, você é a Sua imagem e semelhança. Então acorde o leão que existe dentro de você e vá!

Conquiste o que é seu! Viva o surpreendente! E não aceite nada menos que isso.✨

Spoiler no Dia do Livro

Este não é um livro para ser rotulado. É um livro, apenas. Não quero que seja considerado autoajuda, pois não me julgo capaz desse tipo de escrita. Pode ser, se preferir, um livro de histórias. Histórias minhas, ao sabor do vento que me leva para as doces lembranças da mais tenra idade. Tantas histórias que tenho para contar, depois que já era “maiorzinha e vacinada”… Algumas tristes, mas recheadas de amor e valentia, de uma pequenina flor que tão cedo nos deixou. Histórias minhas com meus cães, de amigos com seus cães. Boas histórias. Histórias mais do que felizes, de uma menininha muito amada e especial, nascida para brilhar, que ainda terá muita história para contar.

Narrativas, poesias, cartas para cães e pessoas. E um tico de crônicas. Afinal, crônica e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

É um livro para ser saboreado, para ser lido e relido. Só compartilhar amor, fazer companhia nas tardes frias. Leia com calma, aprecie sem moderação. Viaje comigo. Chore e ria comigo. Se deixe levar. Tenha certeza de que aqui dentro, eu saberei. 📖❤️

Deus é bom!

Deus é bom. Independente do que você faça ou se você acredita Nele, Deus é bom. Ele não vai existir ou deixar de, porque você acredita ou não. Sua bondade, misericórdia e amor pela humanidade são maiores que qualquer pensamento seu.

E mesmo para aqueles que não acreditam, Ele é bom. Ainda que você não creia, se você é bom, Ele vai ser bom com você. Porque Ele é justo. A diferença é que se você acreditar, se você pedir a Sua orientação e a Sua proteção, você não terá a sensação de que está sozinho quando a maldade humana ameaçar te engolir. As dificuldades não são menores para quem anda com Ele, mas os temores sim.

O mundo é terra sombria e hostil, de homens imundos, que corrompem e se vendem. O pior do ser humano nos foi mostrado de camarote e em tela plana quando Jesus foi condenado injustamente e morto da forma mais dolorida e cruel do ponto de vista físico e psicológico. Ser crucificado, ter mãos e pés perfurados, sangrar e perder o fôlego de tanta dor, humilhado perante os Homens enquanto agonizava diante de sua própria mãe, acredite, é a pior forma de morrer.

Deus se doou por nós, pelo mundo, pela Humanidade. Ele já provou o Seu amor, Ele não precisa provar mais nada para ninguém. E porque Ele é perfeito, sempre será bom. Porque Ele é íntegro, honesto. E porque Ele colocou filhos no mundo – e não escravos – Ele deu o livre arbítrio. Você faz o que você quiser. Se você for bom, a bondade de Deus chegará em você – ainda que você não creia. Ele é justo e ponto.

E mesmo que você mate, estupre, tome o dinheiro do povo ou roube corpos de bebês, Ele continuará sendo bom. Não para você, claro, mas para todas as outras pessoas que diferentemente de você, são boas. Não será a sua maldade que mudará a essência de Deus.

O dinheiro que você aceitou para se corromper, é sujo. Nunca vai te fazer feliz. Esse dinheiro jamais comprará a sua paz. Como Judas Escariotes, você será consumido por um remorso perfurante, ainda que chegue aos 100 anos, velho e escurraçado pelos que em algum momento da vida demonstraram um sentimento de amizade e companheirismo. Você preferiu se remoer a pedir perdão, a voltar atrás e admitir o crime. E não é praga de mãe – bem que poderia ser e se fosse, pegaria – mas é a lei do Universo, deste imenso Universo que Ele criou. Tudo o que você faz ao outro, retorna para você (sejam coisas incríveis ou hediondas). É a lei de Deus. Infinitamente superior às leis dos Homens, que por falha e interesses escusos desses mesmos Homens, funciona para quem paga mais.

Somos seres humanos cheios de buracos e imperfeições, mas o nosso coração, esse Deus conhece de cor e salteado. A sua fé não precisa ser uma fé cristã para que Ele more dentro de você. Fé é ter esperança, é agradecer. É acreditar na vida. “Cristo é a lei inscrita no coração.”.

Para aqueles que possuem amor dentro de si, uma Páscoa abençoada!

Ela é dela. E de mais ninguém.

Ela vai querer as suas flores
Vai querer os seus bombons
Vai querer que você abra a porta do carro

Ela vai querer que a busque no trabalho
Vai querer que você a leve para conhecer seus pais
Vai querer andar de mãos dadas

Ela vai querer escrever seu nome na areia
Vai querer que você puxe a cadeira
Vai querer jantar à luz de velas

Ela vai fazer juras de amor
Vai querer deitar sob as estrelas
Ela vai querer que você seja
O amor da vida dela
O porto-seguro
O príncipe encantado

Por fim, ela vai querer lhe entregar o coração
Vai querer uma aliança no dedo
Para fazer planos sobre o futuro
Vai planejar quantos filhos terão
Se serão dois meninos e uma menina
E um cachorro para lhes esperar no portão

Mas atente-se

Não tente separá-la do que lhe faz bem
Não acredite que ela abrirá mão dos sonhos
Não pense que ela vá largar a família
Muito menos a profissão

Não tente fazer dela a sua vaidade
O brinquedinho do seu ego
Não aumente o tom de voz
Não a ameace
Não tente colocar suas amarras

Ela é gata escaldada
Já suportou muita dor
Já levou muitos tombos
Já superou muitos obstáculos
Ela dá conta de montar o próprio cavalo e matar o dragão

Não pense que ela vai jogar o seu jogo
É mulher feita
Desencasulou
Ela sabe o que quer
E o que não quer

Antes que ela queira ser sua,
Ela é dela. E de mais ninguém.

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora